quinta-feira, 11 de julho de 2013

''OUVINDO''




O bater do sino
plangente a perguntar
respondo-lhe
-minhas canções
ainda não adormeceram em paz
-meus rios continuam perdidos.
Bate o sino
grávido de pressentimento
austero
sonhador do amanhã
a martelar consciências
chorando melancolia
e a falar como quem morre.
bate o sino
é hora de calar
ouvir aqui dentro
bem dentro, um outro sino
a soluçar, soluçar.

Alvina Nunes Tzovenos
de Palavras ao Vento