quarta-feira, 3 de julho de 2013

''EM COMPASSO DE ESPERA''



 
O vento repousando em minh’alma
veste-se de círios.

Depois balança suave como brisa
sorri brincando de beijar.

... não há maldades desfolhadas
nem perfumes austeros
nem mares açoitando em fúrias...

comungo contigo, ó vento
quando penitencio-me
na agressão do viver ...

Ouço  tua música
ruidosa ou perversa
palestra de minhas inquietações.

Aguardo-te sempre
com a doçura dos que perdoam
com o olhar dos que compreendem
numa expressão de fé.

... como se tu me fugisses devagarinho
respiro tua cor, inteirinho.

Alvina Nunes Tzovenos
Palavras ao Tempo